quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Janela de elétrons

Na escola me ensinou o verbo
Amar...
Os poros, as portas, os olhos de ódio.
Parecem fechar...
Uma cortina, que esconde o mundo.
O deixando menor
Meus lábios teimam mentir não quero.
Fugir é pior.

Sei que não convém amar a quem distante está
Se é que existe alguém no mundo, tão completa.

Sua presença nem sempre certa
Me fez duvidar
A foto o retrato do estado, a janela.
Da minha lembrança
A imagem que tinge o vazio do meu quarto
É o que me faz pensar
Na estranha da infância que ainda procura o que a incomoda

Sei que não convém amar alguém que está distante
Se é que existe alguém, alem de mim, tão inconstante.

Meu sol não nasce ou se põe
Ela mora longe
Mal posso vê-la dessa janela de elétrons e cores

Imagens de cigarros no cinzeiro a queimar
Parece um retrato do que eu sinto por ela
Mensagem, meios, códigos perdidos no ar.
Dançando em sua atmosfera.

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