sexta-feira, 23 de outubro de 2009

janela de elétrons - capitulo XIII

Acordei com o sol na cara e peguei o rumo da estrada. Voltei ao centro da cidade.

Entre os prédios e as estruturas metálicas. Um paraíso de cinza de concreto e válvulas. Um inferno frio. Caminhei até chegar num prédio onde li numa placa.

Precisa-se de fotografo.

Precisava de um emprego, olhei numa vitrine e então me vi refletido.

Uma aparência horrível.

Precisava de roupas novas. Precisava de um banho.

Voltei até a pousada, Lar Doce Lar.

- Não tem pão velho. – Respondeu a senhoria e fechou a porta na minha cara.

Parei a porta com o pé e me apressei em dizer.

- Não lembra de mim dona?! Me hospedei aqui uma semana atrás.

- Sim agora me lembro... Você é o maluco que quebrou minha mobília. – Fechou a cara e voltou a bater a porta. Parei a porta com o pé outra vez.

- Quer parar de fazer isso com o pé?!

- Eu fui assaltado senhora, só preciso de umas roupas emprestadas. Tenho uma entrevista de emprego hoje e...

- Pro inferno você, garoto! Sai daqui se não eu chamo a policia!

Fechou a porta. Bateu a cara, voltou a fechar a porta e desta vez eu nem tinha colocado o pé.

Não teve jeito...

Olhei por cima do muro e vi algumas roupas estiradas no varal. Pensei. Vou roubar.

Pulei o muro peguei uma camisa, uma calça, uma cueca, meias, tudo que tinha direito, então pude ouvir a senhoria gritando:

- Ladrão!

Corri com tudo o que podia e me joguei por cima do muro.

Eu tinha roupas.

As coisas começavam a dar certo para mim. Tomei banho no rio. Roubei o sabão, mas não tinha toalha. Então fiquei secando pelado no sol.

Limpei meus sapatos e me preparei para a entrevista de emprego.

Tudo corria dentro do plano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário